Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em meio a tensões comerciais, a declaração sinaliza abertura ao diálogo, mas sem recuo nos interesses nacionais. Entenda o contex
Fernanda Pacheco · Professora de idiomas e colunista · 17 de julho de 2026 · 4 min O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração, dada em meio a um cenário de tensões comerciais globais, sinaliza que o governo brasileiro busca uma saída diplomática para o impasse, mas sem recuar em seus interesses estratégicos.
O Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan. A fala ocorre após os Estados Unidos anunciarem tarifas recíprocas que afetam diversos setores da economia brasileira, com destaque para o agronegócio. A posição brasileira é de abertura ao diálogo, mas com firmeza na defesa dos produtos nacionais.
Contexto das tarifas dos EUA sobre o Brasil
As tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil fazem parte de uma política comercial mais ampla do governo americano, que busca reequilibrar a balança comercial e proteger setores considerados estratégicos. O Brasil, por sua vez, é um dos principais fornecedores de produtos agrícolas para os EUA, como suco de laranja, açúcar e etanol.
Segundo o Ministério da Fazenda, a alíquota média das tarifas americanas sobre produtos brasileiros gira em torno de 10% a 25%, variando conforme o produto. O governo brasileiro avalia que essas taxas podem encarecer as exportações nacionais e reduzir a competitividade das empresas brasileiras no mercado americano.
Impactos no agronegócio brasileiro
O agronegócio é um dos setores mais afetados pelas tarifas dos EUA. Produtos como carne bovina, carne de frango, suco de laranja e açúcar enfrentam sobretaxas que podem chegar a 25%. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as exportações do setor para os EUA somam cerca de US$ 10 bilhões por ano.
Para o produtor rural, o impacto é direto: com tarifas mais altas, o preço final do produto no mercado americano sobe, reduzindo a demanda e, consequentemente, o volume exportado. Alguns setores, como o de suco de laranja, já sentem os efeitos, com queda de 15% nas vendas para os EUA no primeiro trimestre de 2025.
A posição do governo brasileiro
Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, deixou claro que o Brasil não deixará de negociar. A estratégia brasileira envolve três pilares: diálogo diplomático, acionamento de mecanismos de solução de controvérsias na Organização Mundial do Comércio (OMC) e diversificação de parceiros comerciais.
"O Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA", afirmou Durigan durante audiência pública na Câmara dos Deputados. A declaração reforça que o governo está aberto a conversas, mas não aceitará imposições unilaterais que prejudiquem a economia nacional.
Negociações em andamento
O Itamaraty já iniciou contatos com o governo americano para discutir as tarifas. A expectativa é que haja uma rodada de negociações ainda neste semestre, com foco em setores onde o Brasil tem maior capacidade de barganha, como o de etanol e o de aço.
O Brasil também avalia a possibilidade de reduzir tarifas de importação de produtos americanos como forma de compensação, mas a medida é vista com cautela pelo setor industrial, que teme a concorrência desleal.
Repercussão no mercado financeiro
A declaração de Durigan foi bem recebida pelo mercado financeiro. O dólar comercial fechou em queda de 0,8% no dia do anúncio, cotado a R$ 5,12. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) também reagiu positivamente, com o Ibovespa subindo 1,2%.
Analistas avaliam que a sinalização de negociação reduz a incerteza sobre o futuro das relações comerciais entre Brasil e EUA. No entanto, alertam que o cenário ainda é volátil e que novas tarifas podem ser anunciadas a qualquer momento.
Perspectivas para o futuro
A posição do governo brasileiro é de que a negociação é o melhor caminho para evitar uma escalada comercial. No entanto, o Brasil também se prepara para cenários adversos. O Ministério da Fazenda já estuda medidas de estímulo à exportação para outros mercados, como a China e a União Europeia.
Para o produtor rural, a recomendação é diversificar destinos e buscar certificações que agreguem valor aos produtos. A abertura de novos mercados, como o de carne bovina para a Indonésia, é uma das estratégias para reduzir a dependência dos EUA.
Estratégias para exportar para a China
Perguntas Frequentes
O que Durigan disse sobre as tarifas dos EUA?
Dario Durigan afirmou que o Brasil não deixará de negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, sinalizando abertura ao diálogo, mas sem recuo nos interesses nacionais.
Quais setores são mais afetados pelas tarifas dos EUA?
Os setores mais afetados são o agronegócio, especialmente carnes, suco de laranja, açúcar e etanol, além do aço e do alumínio.
O Brasil pode retaliar os EUA?
Sim, o Brasil pode acionar a OMC ou impor tarifas sobre produtos americanos, mas a prioridade do governo é a negociação diplomática.
Como as tarifas afetam o consumidor brasileiro?
Indiretamente, as tarifas podem encarecer produtos importados dos EUA e reduzir a renda de setores exportadores, impactando o emprego e a inflação.
Qual o prazo para uma solução?
Não há prazo definido. As negociações devem começar ainda neste semestre, mas o governo brasileiro está preparado para um processo longo.