Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações em 2026
A ApexBrasil anunciou um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras em 2026. O objetivo é reduzir a concentração em commodities e abrir novos mercados para produtos industrializados e serviços. Veja como funciona e quem pode participar.
Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 17 de julho de 2026 · 4 min A ApexBrasil anunciou um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras em 2026. O objetivo é reduzir a concentração em commodities e abrir novos mercados para produtos industrializados e serviços.
A ApexBrasil prevê um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras em 2026. O investimento visa reduzir a dependência de commodities, ampliar a participação de produtos industrializados e serviços na pauta exportadora, e abrir novos mercados. A iniciativa inclui missões comerciais, rodadas de negócios e apoio à inovação.
Por que a ApexBrasil quer diversificar as exportações?
A pauta exportadora brasileira ainda é muito concentrada em commodities como minério de ferro, soja e petróleo. Em 2025, esses produtos representaram cerca de 60% do total embarcado (dados do MDIC). Essa dependência expõe o país a oscilações de preço e demanda global.
Segundo a ApexBrasil, o plano de R$ 130 milhões busca justamente ampliar a base de produtos exportados, com foco em setores de maior valor agregado. A ideia é que empresas de todos os portes, especialmente PMEs, consigam acessar mercados onde antes não chegavam.
Como o plano de R$ 130 milhões será aplicado?
O plano está estruturado em três eixos principais:
- Missões comerciais e rodadas de negócios: levar empresários brasileiros para feiras internacionais e conectar compradores estrangeiros a fornecedores nacionais.
- Apoio à inovação e design: financiar projetos que agreguem valor a produtos tradicionais, como móveis, calçados e alimentos processados.
- Inteligência de mercado: produzir estudos setoriais para identificar oportunidades em novos destinos, como África, Oriente Médio e Sudeste Asiático.
O orçamento total de R$ 130 milhões será distribuído ao longo de 2026. A previsão é que 40% do valor vá para missões e eventos, 35% para projetos de inovação e 25% para pesquisa e capacitação.
Quem pode participar e como se inscrever?
Podem se candidatar empresas brasileiras de qualquer setor, desde que estejam regulares com o fisco e tenham potencial exportador. A ApexBrasil abre editais periódicos para cada iniciativa.
Para participar, o primeiro passo é acessar o site da ApexBrasil e verificar os editais vigentes. Empresas de setores como tecnologia da informação, saúde, moda e alimentos processados têm sido priorizadas nos últimos anos.
O plano prevê ainda ações específicas para startups e negócios de impacto social, com linhas de crédito facilitadas via BNDES e Finep.
Quais setores serão mais beneficiados?
A diversificação da pauta exportadora passa por segmentos onde o Brasil já tem competitividade, mas ainda exporta pouco. Entre eles:
- Tecnologia da informação: softwares, serviços de TI e plataformas digitais.
- Saúde: equipamentos hospitalares, fármacos e insumos.
- Moda e design: roupas, calçados e acessórios com identidade brasileira.
- Alimentos processados: sucos, polpas, cafés especiais e derivados de frutas.
Segundo a ApexBrasil, o plano de R$ 130 milhões prevê que 50% dos recursos sejam direcionados a esses quatro setores. O restante será distribuído entre agroindústria, máquinas e equipamentos, e serviços de engenharia.
Como o plano se conecta com outras políticas de comércio exterior?
A iniciativa da ApexBrasil está alinhada com a Nova Política Industrial do governo federal, que prevê incentivos à exportação de bens de alta tecnologia. Também dialoga com acordos comerciais recentes, como o Mercosul-UE e a parceria com a China.
Na prática, o plano de R$ 130 milhões funciona como um catalisador: enquanto as negociações diplomáticas abrem portas, a ApexBrasil ajuda as empresas a atravessá-las.
O que esperar dos resultados?
A meta é que, até 2027, a participação de produtos industrializados na pauta exportadora cresça 5 pontos percentuais. Em termos de valor, a expectativa é gerar US$ 2 bilhões em novas exportações.
Para o exportador individual, o plano representa acesso a mercados que antes exigiam investimentos altos. Uma empresa de software de Florianópolis, por exemplo, pode participar de uma rodada de negócios em Dubai com custos reduzidos.
Perguntas Frequentes
O plano de R$ 130 milhões é para qualquer empresa?
Sim, desde que atenda aos critérios dos editais. Empresas de todos os portes podem se candidatar, mas há prioridade para PMEs e startups.
Como saber se meu setor está contemplado?
A ApexBrasil publica a lista de setores prioritários em cada edital. Em geral, tecnologia, saúde, moda e alimentos processados são os focos.
Preciso ter experiência em exportação?
Não. O plano inclui capacitação para empresas que nunca exportaram. Há mentorias e consultorias gratuitas.
O plano cobre todas as despesas da missão?
Parcialmente. A ApexBrasil arca com custos de estande, tradução e agendamento de reuniões. Passagem e hospedagem ficam por conta da empresa.
Como fico sabendo dos editais?
Cadastre-se no site da ApexBrasil e acompanhe as redes sociais da agência. Os editais são publicados no Diário Oficial da União.
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