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Cesta básica mais barata em 25 capitais em agosto

ResumoA cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras em agosto, segundo levantamento do Dieese e da Conab. Maceió e São Luís registraram as únicas altas, enquanto São Paulo manteve o maior custo do país.

Levantamento do Dieese e da Conab mostra queda da cesta básica em 25 das 27 capitais em agosto. Maceió e São Luís foram as únicas exceções, e São Paulo segue com o maior custo do país.

Larissa Coutinho Larissa Coutinho · Consultora de carreira internacional · 10 de setembro de 2026 · 2 min
Cesta básica mais barata em 25 capitais em agosto
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
10 de setembro de 2026

A cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em agosto. O levantamento é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O recuo não foi uniforme. As quedas mais fortes apareceram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%). Na contramão, a cesta encareceu em apenas duas capitais: Maceió, com alta média de 1,43%, e São Luís, com 0,78%.

O que puxou a queda em agosto

Um dos principais responsáveis pelo alívio no bolso foi a batata, que ficou mais barata em todas as cidades do centro-sul do país. O café em pó também caiu, em 23 capitais. Tomate e feijão completam a lista de itens com preço médio menor em agosto.

Nem tudo cedeu, porém. Pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha subiram na maior parte das capitais analisadas. Ou seja: a queda da cesta veio de componentes específicos, não de um recuo geral dos alimentos.

São Paulo segue com a cesta mais cara

A capital paulista manteve o maior custo médio do país, em R$ 900,59. Na sequência vêm Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, a composição da cesta é diferente, o que ajuda a explicar os valores mais baixos. Os menores custos médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

A comparação com o ano passado muda o quadro

O alívio de agosto precisa ser lido com cuidado. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a cesta subiu em 25 capitais e caiu em apenas duas: Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%). As altas mais expressivas no período foram em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Com base na cesta mais cara do país, a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.565,86 em junho, ou 4,67 vezes o valor atual, de R$ 1.621,00. O cálculo considera a determinação constitucional de que o mínimo deve cobrir alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

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