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Brasil deve dobrar investimentos em infraestrutura, diz CNI

ResumoA CNI estima que o Brasil precisa mais que dobrar o investimento anual em infraestrutura, de R$ 266,8 bilhões em 2024 (2,27% do PIB) para cerca de R$ 550 bilhões por ano (4,65% do PIB), patamar a ser mantido por duas décadas para fechar a lacuna do setor.

Estudo da CNI mostra que o Brasil investiu R$ 266,8 bilhões em infraestrutura em 2024, ou 2,27% do PIB, e precisaria mais que dobrar esse patamar para 4,65% do PIB, cerca de R$ 550 bilhões por ano, mantidos por duas décadas.

Rodrigo Vianna Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 15 de setembro de 2026 · 2 min
Brasil deve dobrar investimentos em infraestrutura, diz CNI
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
15 de setembro de 2026

O Brasil investiu R$ 266,8 bilhões em infraestrutura em 2024, o equivalente a 2,27% do PIB. Para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais, o país precisaria mais que dobrar esse patamar, chegando a 4,65% do PIB, cerca de R$ 550 bilhões por ano, e sustentá-lo por pelo menos duas décadas. Os números constam do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O que a CNI propõe para o financiamento

A avaliação da entidade é que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, dá conta da necessidade brasileira. O novo regime de financiamento defendido pela CNI combinaria recursos públicos e privados, ampliação do mercado de capitais e instrumentos desenhados para prazos longos.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que a atração de capital depende de ambiente estável. "O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos", afirma Alban em nota.

Ele também sustenta que a modernização da infraestrutura exige esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com política de Estado conduzida por diversos governos, e não restrita a uma gestão.

A virada do financiamento privado em 14 anos

O estudo registra mudança estrutural na composição do financiamento entre 2010 e 2024, com valores atualizados para 2024. As fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

Em participação, as fontes privadas saltaram de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024. A leitura da CNI é que o investimento público segue fundamental, mas precisa atuar de forma mais estratégica, com capacidade de mobilizar capital privado. O estudo destaca ainda o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e atração de investidores.

A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que ampliaram sua capacidade de financiamento: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo. financiamento de longo prazo no Brasil

Para quem acompanha o setor, a leitura de 2024 é menos sobre um número isolado e mais sobre a direção do fluxo: a escolha de como financiar infraestrutura nas próximas décadas define parte relevante da capacidade de crescimento do país. obras de infraestrutura e PIB

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