Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco
Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco nos mercados. A moeda chegou à máxima de R$ 5,183 pela manhã, enquanto o Ibovespa recuou 0,91%, aos 185.500,88 pontos.
Larissa Coutinho · Consultora de carreira internacional · 15 de setembro de 2026 · 3 min O dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 em um pregão marcado por aversão a risco nos mercados. A moeda chegou a subir mais de 1% pela manhã e tocou a máxima de R$ 5,183, pouco antes das 11h, antes de perder força na parte da tarde.
O movimento acompanhou a valorização da moeda estadunidense no exterior e a busca por ativos considerados mais seguros, em um dia de avanço do petróleo, incertezas no cenário político doméstico e tensões geopolíticas. A mínima do dia ficou em R$ 5,1414, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã reduzirem parte das preocupações com a oferta global de petróleo.
Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 14/09/2026 foi R$ 5,1696. Na semana anterior, o valor havia ficado em R$ 5,0918 em 11/09, R$ 5,1149 em 10/09 e R$ 5,0979 em 09/09.
Ibovespa cai 0,91% com mineradoras e cenário político
A bolsa brasileira não escapou do ambiente de cautela. O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos. O volume financeiro somou R$ 24,4 bilhões.
A pressão veio principalmente das ações de mineradoras, em meio ao recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro, com a divulgação de pesquisas eleitorais e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master, também contribuiu para a instabilidade.
O mercado acompanha ainda a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário da corte nesta terça-feira (15).
No exterior, o índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos. Em Nova York, o S&P 500 encerrou com queda de 0,48%, afetado também por preocupações com riscos ligados ao avanço da inteligência artificial.
Petróleo e juros mantêm mercados em alerta
O petróleo foi um dos principais fatores de pressão do dia. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 pela manhã, alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação recuou à tarde com a indicação de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia.
Ainda assim, o barril do tipo Brent terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano.
No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileira e estadunidense. O Federal Reserve (Fed) decidirá sobre os juros nos EUA na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic.
A alta do petróleo aumenta as preocupações sobre inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias, mantendo o tema no centro das atenções nesta semana.