Vendaval no Rio: 320 mil ainda sem luz; veja bairros afetados
Cerca de 320 mil clientes da Light ainda estão sem energia elétrica no Rio de Janeiro após o vendaval que começou na quarta (29). No pico, 1,1 milhão ficaram sem luz. Bairros como Campo Grande, Tijuca e Jacarepaguá estão entre os mais afetados.
Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 30 de julho de 2026 · 4 min O vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na tarde de quarta-feira (29) ainda causa transtornos para milhares de moradores. Cerca de 320 mil clientes da Light, distribuidora de energia da capital, continuam sem fornecimento elétrico. No momento mais crítico, o número de afetados chegou a aproximadamente 1,1 milhão de unidades consumidoras. A companhia informou que, com o trabalho contínuo das equipes em campo, esse total já foi reduzido em cerca de 70%.
Bairros mais impactados pelo vendaval
Entre as regiões com maior número de ocorrências estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio, segundo a Light. O temporal provocou a queda de 220 árvores no município, muitas delas atingindo diretamente a rede elétrica, além do lançamento de objetos contra a fiação, o que causou desligamentos e danos em diversas áreas.
Para lidar com a situação, a Light ampliou o número de equipes operacionais nas ruas: mais de 2 mil funcionários estão mobilizados. O monitoramento do sistema elétrico foi intensificado para agilizar o atendimento e garantir a recomposição da rede com segurança. Em vários pontos, a intensidade dos impactos exige um trabalho complexo de reconstrução, incluindo substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação.
Relatos de moradores: sem luz, sem comida, sem previsão
A jornalista Ana Letícia Ribeiro, moradora do bairro da Glória, na zona sul, ficou sem energia desde o início do vendaval. Quando saiu para trabalhar na quinta (30), o serviço ainda não havia sido restabelecido. Segundo o zelador do prédio, a previsão de retorno era apenas para as 14h.
"Passei a madrugada no escuro e sem internet. Hoje faria home office e vim para o trabalho presencial. A sorte é que eu trabalho na Glória bem perto, mas não pude trabalhar de casa. Me trouxe um prejuízo neste sentido", disse à Agência Brasil. Ela ainda vai avaliar se a queda de energia causou danos a eletrodomésticos e está preocupada com um problema elétrico anterior em seu apartamento.
Na zona norte, a psicóloga Márcia Coelho, que mora no Andaraí, ficou sem luz das 16h30 de quarta até quase 10h de quinta. Sem energia, não pôde usar elevador, esquentar comida ou tomar banho quente. Vizinhos idosos tiveram que subir escadas, e doentes e acamados não puderam se deslocar. Márcia teme ter perdido alimentos da geladeira.
O retorno para casa também foi complicado. Ela trabalha na Ilha do Governador e pegou carona até o centro, mas metrô e trem estavam com serviços interrompidos. "Árvores caíram nas ruas, houve desvio de trânsito e muito engarrafamento. Saí da Ilha do Governador às cinco e meia da tarde e só consegui chegar em casa por volta de oito e meia da noite", relatou.
Ana Carolina Vieira, profissional de educação física também da zona norte, está sem energia desde as 16h20 de quarta. Na tarde de quinta, ainda não havia previsão de retorno. "Comida na geladeira estragando, medicamento que precisa ficar refrigerado estragando", disse. Ao entrar em contato com a Light, recebeu apenas uma mensagem automática informando que equipes trabalham, mas sem previsão.
Enel também enfrenta danos no interior do estado
A Enel, responsável pelo abastecimento das regiões metropolitana, serrana, dos lagos, norte, noroeste, sul fluminense e costa verde, informou que normalizou o fornecimento para 83% dos clientes atingidos até o início da manhã de quinta. Ainda há mais de 100 mil clientes sem serviço, o equivalente a 4,2% do total atendido pela distribuidora no estado.
A região Sul fluminense foi a mais afetada, especialmente os municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, onde dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e dificultando o acesso das equipes. A Enel informou que realiza manobras remotas para agilizar o restabelecimento e triplicou o número de equipes em campo.
Como solicitar reparo da Light
A Light recomenda que clientes em situação de falta de energia ou risco envolvendo a rede elétrica entrem em contato pelos canais oficiais:
- Agência Virtual: agenciavirtual.light.com.br
- WhatsApp: (21) 99981-6059 (com auxílio da assistente Lia)
- App Light Clientes (disponível para Apple Store e Google Play)
- Call Center: 0800-021-0196
- Facebook: @lightclientes
Perguntas Frequentes
Quantos clientes da Light ainda estão sem energia no Rio?
Cerca de 320 mil clientes da Light seguem sem fornecimento elétrico na capital, após o pico de 1,1 milhão de afetados.
Quais bairros foram mais atingidos pelo vendaval?
Os bairros com maior impacto são Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio.
A Enel também teve problemas no estado?
Sim. A Enel normalizou 83% dos serviços, mas ainda há mais de 100 mil clientes sem luz, especialmente no Sul fluminense (Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba).
Como pedir ajuda à Light em caso de falta de energia?
Pelos canais oficiais: WhatsApp (21) 99981-6059, App Light Clientes, Call Center 0800-021-0196, Agência Virtual ou Facebook.
O que causou os danos na rede elétrica?
O temporal derrubou 220 árvores no município, muitas atingindo a rede, além do lançamento de objetos contra a fiação.
Há previsão de retorno da luz para todos?
A Light trabalha ininterruptamente, mas não há prazo único. Em alguns bairros, a previsão era para a tarde de quinta (30).