Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos
Lula sancionou a lei que torna o Move Brasil permanente. O programa passa a incluir motoristas de transporte escolar e o BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para financiar carros e motos de trabalhadores de aplicativo.
Fernanda Pacheco · Professora de idiomas e colunista · 15 de setembro de 2026 · 2 min O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (14), a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. A assinatura transforma em política permanente o que antes funcionava como ação pontual de financiamento.
O programa viabiliza o financiamento de carros e motos para taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps. A novidade é que a lista de beneficiários passa a incluir também motoristas de transporte escolar.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior explicou que o Move Brasil agora se tornou um programa perene. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", esclareceu Elias.
Como funciona o financiamento do Move Brasil
A lei sancionada garante a possibilidade de adesão ao programa após o trabalhador de aplicativo completar 6 meses de cadastro ativo em plataforma para motoristas e entregadores. O financiamento pode ser feito para veículos de até R$ 200 mil, com parcelamento em até 84 vezes. O programa também inclui a possibilidade de comprar veículos utilitários.
Os juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. É possível financiar carros elétricos e híbridos, além de veículos movidos a etanol e flex (etanol e gasolina). O pedido de habilitação deve ser feito pela internet, no site do Move Brasil.
O que o governo diz sobre o programa
"Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Lula exaltou a possibilidade de um motorista de aplicativo ou um entregador poder comprar o veículo próprio, parar de alugar um carro ou moto e, ao mesmo tempo, trocar o custo do aluguel pela parcela e ainda reduzir o valor pago por mês. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer".
Quem trabalha com aplicativo há alguns anos conhece a conta: o aluguel do veículo sai todo mês, e o carro nunca fica. A sanção desta segunda muda essa lógica para quem tem cadastro ativo e quer trocar a locação pela parcela. Vale conferir as condições no site oficial antes de simular, porque o prazo de 6 meses de cadastro é exigência, não detalhe.