Vagas e Oportunidades

Tesouro Direto tem melhor julho da história, com R$ 11,67 bi

ResumoTesouro Direto registrou em julho o melhor desempenho da série histórica para o mês, com vendas totais de R$ 11,67 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo lançamento do título Reserva e pela taxa Selic em 14% ao ano, que ampliaram a atratividade dos papéis. Os números consolidam a demanda recorde por investimentos públicos no período.

Vendas do Tesouro Direto somam R$ 11,67 bilhões em julho, melhor resultado para o mês na série histórica. Novo título Reserva e Selic a 14% ao ano puxam a demanda. Veja os números.

Rodrigo Vianna Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 26 de agosto de 2026 · 2 min
Tesouro Direto tem melhor julho da história, com R$ 11,67 bi
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
26 de agosto de 2026

As vendas de títulos públicos pela internet somaram R$ 11,67 bilhões em julho, o maior volume já registrado para meses de julho na série histórica do Tesouro Direto. O resultado, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Tesouro Nacional, foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, que funciona como as caixinhas de bancos digitais.

É o terceiro maior valor do ano. O recorde histórico continua sendo o de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões. Em julho, o volume cresceu 20,98% na comparação com junho (R$ 14,77 bilhões) e 60,65% ante julho do ano passado.

Os títulos vinculados aos juros básicos concentraram 51,2% das vendas. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões (35,8% do total), e o Tesouro Reserva respondeu por R$ 1,79 bilhão (15,3%). O interesse reflete a Selic em 14% ao ano, que mantém os papéis atrativos. Os títulos corrigidos pela inflação (IPCA) ficaram com 27,1%, e os prefixados, com 15,5%.

O Tesouro Renda+, voltado ao financiamento de aposentadorias, respondeu por 4,3% das vendas. O Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para poupança do ensino superior, atraiu 1,9%.

O estoque total do programa alcançou R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% ante junho (R$ 262,47 bilhões) e de 46,58% em 12 meses (R$ 185,74 bilhões). As vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões. O total de investidores cadastrados chegou a 36.124.180, com 270.502 novos participantes no mês.

Pequenos investidores dominam: 78,4% das 1.444.518 operações foram de até R$ 5 mil, e 55,5% até R$ 1 mil. O valor médio por operação ficou em R$ 8.076,26. O prazo preferido é o médio: 43,4% dos títulos têm até cinco anos, 39,8% entre cinco e dez, e 16,8% acima de dez.

Criado em janeiro de 2002, o Tesouro Direto permite comprar títulos públicos diretamente, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O investidor paga apenas uma taxa à B3, descontada nas movimentações. A venda de títulos é uma forma de o governo captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos, devolvendo o valor com adicional que varia conforme a Selic, a inflação, o câmbio ou uma taxa definida no papel prefixado.

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