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Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses

ResumoA bolsa brasileira (Ibovespa) subiu 1,3% e fechou no maior nível desde maio, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras. O dólar comercial recuou para R$ 5,15, refletindo expectativas de novos cortes na taxa Selic. O movimento ocorre em meio a ajustes de investidores diante do cenário monetário doméstico.

A bolsa brasileira fechou em alta de 1,3%, no maior nível desde maio, com a Petrobras puxando o Ibovespa. O dólar caiu para R$ 5,15, de olho em novos cortes da Selic.

Diego Albuquerque Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 02 de setembro de 2026 · 2 min
Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
02 de setembro de 2026

A bolsa brasileira fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, no maior nível desde 12 de maio. O dólar comercial caiu 0,54%, vendido a R$ 5,153, acumulando baixa de 6,12% no ano. O movimento foi puxado pela Petrobras, que subiu mais de 4%, e pela alta internacional do petróleo, que avançou 5,2% no WTI, a US$ 90,22 por barril.

O que explica o dia positivo? A escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã favoreceu os ativos brasileiros. O petróleo Brent para novembro encerrou a US$ 94,65, alta de 4,6%. As ações preferenciais da Petrobras subiram 4,11%, e as ordinárias, 4,14%. A companhia também anunciou aumento de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV). A produção brasileira de petróleo bateu recorde: 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a ANP.

No início da sessão, o dólar chegou a R$ 5,20 após a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre. A economia cresceu 0,5%, após 1,1% no primeiro trimestre, mostrando desaceleração. Isso reforçou a expectativa de novos cortes da Selic, hoje em 14% ao ano. Por volta das 14h20, a moeda caiu para R$ 5,13, acompanhando outras divisas emergentes.

No exterior, o S&P 500 caiu 0,71%, com o rendimento do título de dez anos do Tesouro em alta. A bolsa brasileira contrastou com o pessimismo em Wall Street. Na última sessão de agosto, o mercado acionário registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro; no acumulado até 28 de agosto, o saldo negativo chegava a quase R$ 18,6 bilhões.

Para o estudante que acompanha o câmbio, a queda do dólar ajuda no orçamento de quem vai viajar ou remeter dinheiro. Mas atenção: a taxa de câmbio comercial é diferente da taxa turismo. Antes de embarcar, compare o câmbio nas casas de câmbio e bancos; a diferença pode comer parte do seu orçamento. Com o dólar a R$ 5,15, uma viagem de US$ 1.000 sai por cerca de R$ 5.150, sem contar taxas e IOF. Vale fazer a conta real antes de fechar qualquer pacote.

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