Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos
Lei sancionada nesta segunda-feira (14) torna o Move Brasil permanente e garante R$ 30 bilhões do BNDES para financiar veículos de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps, com juros menores para mulheres.
Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 15 de setembro de 2026 · 2 min O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (14), a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. A medida transforma o programa em política permanente e amplia o público atendido, incluindo agora motoristas de transporte escolar.
O Move Brasil terá R$ 30 bilhões do BNDES para financiar veículos novos de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores, motoapps e transporte escolar. O programa virou permanente, financia carros de até R$ 200 mil em até 84 vezes, com juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior explicou que o Move Brasil agora se tornou um programa perene. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", esclareceu Elias.
Para quem vive de aplicativo, a conta que importa é a do mês. Quem aluga carro ou moto troca o aluguel pela parcela do financiamento e, ao fim do contrato, fica com o veículo no nome. O programa aceita carros elétricos, híbridos, movidos a etanol e flex (etanol e gasolina), o que costuma reduzir o custo por quilômetro rodado.
A lei garante a possibilidade de adesão após o trabalhador completar 6 meses de cadastro ativo em plataforma para motoristas e entregadores. O financiamento pode ser feito para veículos de até R$ 200 mil, com parcelamento em até 84 vezes, e inclui a possibilidade de comprar veículos utilitários. O pedido de habilitação deve ser feito pela internet, no site do Move Brasil.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, citou três frentes de ganho. "Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse.
Lula exaltou a possibilidade de um motorista de aplicativo ou um entregador comprar o veículo próprio, parar de alugar um carro ou moto e, ao mesmo tempo, trocar o custo do aluguel pela parcela e ainda reduzir o valor pago por mês. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer", afirmou.
Antes de pedir a habilitação, vale simular o prazo dentro do limite de 84 parcelas e conferir se a parcela cabe no orçamento dos meses de renda mais baixa. Taxa escondida e prazo longo pesam mais que a economia de combustível. Para comparar cenários de custo de vida e câmbio, veja planejamento financeiro para o exterior.