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Gastos com apostas online no Rio chegam a R$ 2,2 bilhões anualmente: impacto no consumo

ResumoGastos com apostas online no Rio de Janeiro atingem R$ 2,2 bilhões anualmente, conforme levantamento do Instituto Fecomércio com 1.024 pessoas na região metropolitana. O valor supera em três vezes as compras de Natal. O estudo revela impacto significativo no consumo local, desviando recursos de outros setores da economia.

Levantamento do Instituto Fecomércio com 1.024 pessoas na região metropolitana do Rio mostra que R$ 2,2 bilhões são gastos anualmente com apostas online, valor que supera em três vezes as compras de Natal. Saiba quem aposta e como isso afeta o consumo local.

Rodrigo Vianna Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 28 de julho de 2026 · 4 min
Gastos com apostas online no Rio chegam a R$ 2,2 bilhões anualmente: impacto no consumo
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
28 de julho de 2026

Gastos com apostas online no Rio chegam a R$ 2,2 bilhões anualmente

Os gastos com apostas online no Rio de Janeiro chegam a R$ 2,2 bilhões por ano, segundo levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises com 1.024 pessoas da região metropolitana, realizado entre os dias 22 e 25 de junho. O montante equivale a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal, indicando que recursos que poderiam circular na economia fluminense estão sendo desviados para plataformas de bets.

Perfil do apostador na região metropolitana do Rio

A pesquisa traça um retrato detalhado de quem aposta online na região. Do total de entrevistados, 22,7%, praticamente um em cada quatro, já participou de apostas virtuais. O gasto médio de cada apostador é de R$ 1,2 mil por ano.

Entre os apostadores, 65,6% são homens e 34,4%, mulheres. A faixa etária com maior concentração é a de 25 a 34 anos, que representa 36,1% dos apostadores, seguida pela faixa de 18 a 24 anos, com 24,8%. Quanto à escolaridade, 66,9% têm ensino médio completo, enquanto 12,9% concluíram o ensino superior.

Renda e comportamento financeiro

A maior parcela dos apostadores recebe de um a dois salários mínimos (36%), seguida pelos que ganham de 2 a 3 salários mínimos (19,7%). Esse perfil de renda mais baixa torna o impacto dos gastos com apostas ainda mais significativo para a economia doméstica.

Um dado que acende alerta: 70% dos que apostam para fazer renda extra afirmam usar o próprio salário nas apostas, indicando que parte da renda mensal é direcionada à prática. Dos entrevistados, 20,4% informaram apostar com esse objetivo.

Modalidades mais populares entre os apostadores

As bets esportivas lideram como a modalidade mais popular, citadas por 60,9% das pessoas. Em segundo lugar aparece o chamado "tigrinho" e outros jogos virtuais de cassino, mencionados por 49,4% dos apostadores. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, parte dos entrevistados afirmou participar de mais de um tipo de aposta.

Risco à segurança: quase metade não verifica legalidade

O estudo destaca um comportamento preocupante: 48,5% dos entrevistados que já apostaram afirmaram que não verificam se o site é legalizado antes de jogar. Isso expõe os consumidores a plataformas sem regulação, aumentando riscos de fraude e perda de dados.

Motivações: entre retorno financeiro e renda extra

De acordo com o levantamento, 48,7% dos entrevistados disseram que um dos motivos para apostar é a expectativa de obter retorno financeiro. Desse total, 28,3% disseram buscar a chance de ganhar dinheiro rápido ou considerar a aposta um investimento.

A percepção de aposta como investimento é um ponto crítico. As plataformas de apostas esportivas estão obrigadas a exibir alertas do Ministério da Fazenda sobre dependência em suas campanhas publicitárias, semelhante ao que já ocorre nas propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. As advertências destacam que "apostar pode causar dependência, faz você perder dinheiro e não é investimento".

Impacto na economia local e novas regras

O montante de R$ 2,2 bilhões que deixa de circular na economia fluminense representa mais que o triplo da movimentação financeira estimada para as compras de Natal. Esse fluxo de recursos para fora do comércio local pode afetar setores como varejo, serviços e lazer.

Desde o dia 13 de julho, a prefeitura do Rio de Janeiro proíbe a veiculação de publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos da cidade. A medida atinge locais onde há publicidade exterior, mobiliário urbano e demais locais cuja exploração dependa de autorização, licença, permissão ou concessão do município.

Perguntas Frequentes

Qual o gasto anual com apostas online no Rio?

Segundo pesquisa do Instituto Fecomércio, os gastos chegam a R$ 2,2 bilhões por ano na região metropolitana.

Quantas pessoas apostam online no Rio?

22,7% dos moradores da região metropolitana do Rio já participaram de apostas virtuais, o que equivale a praticamente um em cada quatro entrevistados.

Qual a modalidade de aposta mais popular?

As bets esportivas são as mais citadas, por 60,9% dos apostadores, seguidas pelo "tigrinho" e jogos de cassino virtual, com 49,4%.

Os apostadores verificam se o site é legalizado?

Não. 48,5% dos entrevistados que já apostaram afirmaram que não verificam se o site é legalizado antes de jogar.

Quais as novas regras de publicidade no Rio?

Desde 13 de julho, a prefeitura do Rio proíbe publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos, e as plataformas devem exibir alertas do Ministério da Fazenda sobre dependência.

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