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Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo

ResumoO dólar à vista fechou a segunda-feira (27) em R$ 5,113, maior nível em duas semanas. A cotação foi pressionada pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo, com expectativa pela decisão do Federal Reserve e efeitos das tarifas dos EUA.

O dólar à vista fechou a segunda-feira (27) em R$ 5,113, maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. O mercado acompanha a expectativa pela decisão do Fed e os efeitos das tarifas dos EUA.

Rodrigo Vianna Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 27 de julho de 2026 · 4 min
Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
27 de julho de 2026

O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) com sinais opostos. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa brasileira avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras.

O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13. Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

Petróleo despenca com trégua entre EUA e Irã

No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países. O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

Por que o dólar subiu com a queda do petróleo?

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.

Para analistas de mercado, a escolha de estágio ou de carreira em setores ligados a commodities exige atenção a esse tipo de dinâmica. Os dados de contratação apontam que profissionais que entendem a correlação entre moeda e preço de matérias-primas têm vantagem em posições de tesouraria e análise de risco.

Ibovespa sobe com bancos e mineradoras

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.

O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo. A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.

Expectativa pelo Fed e tarifas dos EUA

O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), marcada para quarta-feira, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana. Além disso, os investidores monitoram os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e o cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

Cotação do dólar: acumulado e perspectivas

Apesar da alta diária, o dólar acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026. A trajetória de médio prazo ainda depende de fatores como a decisão do Fed, o andamento das negociações entre EUA e Irã e a evolução das tarifas comerciais.

Para quem está iniciando a carreira em finanças, acompanhar o movimento do câmbio é uma jogada de longo prazo. A volatilidade recente mostra como eventos geopolíticos podem reverter tendências em questão de horas.

Impacto da trégua no Oriente Médio

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada. A pausa nos ataques reduziu temporariamente o prêmio de risco, mas o Estreito de Ormuz segue operando com restrições, mantendo a volatilidade elevada.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar subiu com a queda do petróleo?

A desvalorização do real ocorreu porque o petróleo em queda reduz a atratividade da moeda brasileira, já que o Brasil é exportador líquido da commodity. A pressão externa superou o suporte doméstico.

Qual foi a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou a R$ 5,113, maior nível em duas semanas, com alta de 0,62%.

Quanto o petróleo caiu?

O Brent caiu 6,33%, a US$ 85,87; o WTI recuou 7,50%, para US$ 82,61.

O que motivou a queda do petróleo?

Sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã, com anúncio de pausa nos ataques e perspectiva de retomada de negociações diplomáticas.

O Ibovespa também caiu?

Não. O Ibovespa subiu 0,74%, aos 175.334 pontos, com avanço de bancos e mineradoras.

Qual a expectativa para o Fed?

O mercado aguarda a reunião de quarta-feira, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

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