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Vendas no comércio caem 0,8% em julho com ressaca da Copa

ResumoO comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,8% nas vendas entre junho e julho de 2024, segundo o IBGE. A retração reflete a ressaca da Copa do Mundo, que antecipou o consumo de televisores e figurinhas para maio, elevando a base de comparação e reduzindo as vendas no mês seguinte.

Comércio varejista brasileiro recuou 0,8% de junho para julho, segundo o IBGE. A ressaca da Copa do Mundo concentrou o consumo de TVs e figurinhas em maio e elevou a base de comparação.

Rodrigo Vianna Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 15 de setembro de 2026 · 2 min
Vendas no comércio caem 0,8% em julho com ressaca da Copa
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
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Publicado
15 de setembro de 2026

O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, movimento associado a uma espécie de ressaca da Copa do Mundo. Com o resultado, o desempenho acumulado em 12 meses desacelerou para 1,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A leitura de curto prazo mostra um setor que ainda opera em nível historicamente alto, mas perde tração. A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais, aponta variação negativa de 0,1%. No acumulado de 2026, o comércio avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Em março, o mesmo acumulado de 12 meses era 2,3%, o que confirma a desaceleração.

O patamar atual coloca o comércio 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior nível já registrado, alcançado em março de 2026. Segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho. Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário tem relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que a venda de itens como TVs e álbuns de figurinha cresceu nos meses anteriores ao torneio, elevando a base de comparação de julho.

"É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio", afirma Santos. "Todo mundo que iria comprar uma televisão aproveitou que teria Copa e comprou em maio", exemplifica. Em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.

No comércio varejista ampliado, que inclui atacado de veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca 1,2% no acumulado de 12 meses. A PMC é a terceira de três pesquisas conjunturais mensais do IBGE. Nos últimos dias, o instituto informou que o setor de serviços ficou estável no mês (0%) e subiu 2,4% em 12 meses, enquanto a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

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