Prévia da inflação fica em -0,40%, a menor desde agosto de 2022
A prévia da inflação de agosto caiu para -0,40%, a menor desde 2022, com o Bônus de Itaipu derrubando a conta de luz. Saiba como isso afeta seu orçamento e o que vem por aí.
Larissa Coutinho · Consultora de carreira internacional · 26 de agosto de 2026 · 1 min A prévia da inflação de agosto, o IPCA-15, fechou em -0,40%, a menor desde agosto de 2022, quando marcou -0,73%. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo IBGE, foi puxado pelo Bônus de Itaipu na conta de luz e pela queda nos preços dos alimentos. Em julho, o indicador tinha marcado 0,06%; agora, acumula 4,24% em 12 meses.
O Bônus de Itaipu foi o grande vilão da deflação. A energia elétrica residencial recuou 6,25%, com impacto de -0,26 ponto percentual. Esse desconto, que os consumidores receberam na conta de luz, ajudou a derrubar o índice. Alimentação e bebidas também pesaram: o grupo caiu 0,57%, com a alimentação no domicílio ficando 0,97% mais barata.
Dos nove grupos apurados pelo IBGE, cinco apresentaram deflação. Transportes caiu com a passagem aérea, que recuou 13,30%, e combustíveis, com quedas no etanol (-3,63%), gasolina (-1,23%) e diesel (-0,71%). Saúde e cuidados pessoais subiu 0,40%, com impacto de 0,05 p.p.
O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial que serve de meta para o governo: 3% ao ano, com tolerância de 1,5 p.p. A diferença é o período de coleta (16 de julho a 14 de agosto) e a abrangência: 11 localidades, contra 16 do IPCA cheio. A cesta inclui famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, atualmente R$ 1.621.
O IPCA cheio de agosto sai em 11 de setembro. O boletim Focus, do Banco Central, aponta que o mercado espera -0,18% para o mês. Ou seja: a tendência de alívio no bolso, ao menos no curto prazo, parece ter fôlego. Mas a gente sabe que preço de alimento e energia é volátil, então o cenário pode mudar rápido.