Fazenda analisa mudanças em crédito a motoristas de aplicativos
O Ministério da Fazenda estuda mudanças no Programa Move Brasil, de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, para ampliar a adesão. O ministro Dario Durigan disse que avalia alterações com bancos privados e integração com plataformas.
Fernanda Pacheco · Professora de idiomas e colunista · 25 de agosto de 2026 · 2 min O Ministério da Fazenda estuda mudanças no Programa Move Brasil, que oferece crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, para ampliar a adesão. O ministro Dario Durigan afirmou nesta quarta-feira (19) que a equipe econômica avalia alterações para aumentar a participação de bancos privados.
A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada. No encontro, o governo fez um balanço de programas de crédito e discutiu medidas de comércio exterior e a resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O Move Brasil, em vigor desde 27 de julho, oferece linhas com juros reduzidos para compra de veículos de trabalho. Permite financiar carros novos de até R$ 150 mil, seminovos, motocicletas e bicicletas.
Segundo Durigan, os bancos públicos, principalmente Banco do Brasil e Caixa, têm maior participação. As instituições privadas mostram menos interesse. "O que a gente tem visto é uma participação maior dos bancos públicos, do Banco do Brasil e da Caixa, com menos apetite por parte dos bancos privados", disse.
O ministro afirmou que o volume de operações é relevante, apesar de abaixo da projeção inicial. "Ainda que a gente não tenha um grande resultado como se esperava, nós estamos conseguindo avançar e acho que é razoavelmente satisfatório", completou.
Entre as possíveis mudanças está o aprimoramento da integração com plataformas para facilitar o acesso a informações sobre a renda dos trabalhadores. A equipe econômica pretende testar ajustes com bancos privados e avaliar se ampliam o volume de financiamentos.
Na reunião, também foram analisados outros programas de crédito, como linhas para caminhões, ônibus e motocicletas, além do Desenrola. Durigan afirmou que a Lei de Reciprocidade Econômica não deve prejudicar as negociações com os EUA sobre a tarifa de 37,5% imposta a produtos brasileiros.
O governo iniciou o processo de avaliação de medidas de reciprocidade com base na Lei 15.122/2025. A análise não significa aplicação imediata de novas tarifas. O Brasil fará consultas diplomáticas e ouvirá setores afetados.
Também está em avaliação a extensão do regime de drawback, que reduz tributos sobre insumos para exportação, dentro do programa Brasil Soberano.