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Durigan media negociação do Rio com BNDES e BB

ResumoDario Durigan, ministro da Fazenda, atua como mediador nas negociações entre o governo do Rio de Janeiro, o BNDES e o Banco do Brasil. A reestruturação envolve dívidas de aproximadamente R$ 26 bilhões. Durigan afirmou que a mediação visa facilitar um acordo para o refinanciamento dos débitos estaduais. A ação do ministro busca viabilizar condições sustentáveis para o pagamento das obrigações financeiras do estado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que vai ajudar a mediar as negociações do governo do Rio com BNDES e Banco do Brasil para reestruturar dívidas de cerca de R$ 26 bilhões.

Fernanda Pacheco Fernanda Pacheco · Professora de idiomas e colunista · 20 de agosto de 2026 · 2 min
Durigan media negociação do Rio com BNDES e BB
Local
Brasil
Regime
A combinar
Salário
A combinar
Publicado
20 de agosto de 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (19) que vai ajudar a mediar as negociações do governo do Rio de Janeiro com o BNDES e o Banco do Brasil para avaliar uma possível reestruturação das dívidas do estado. "Vou ajudar a mediar para entender se é possível. Se for possível, a gente faz", disse a jornalistas após almoço da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Na terça-feira (18), Durigan e o governador interino do Rio, Ricardo Couto, reuniram-se por cerca de uma hora no Ministério da Fazenda, em Brasília. Couto pediu apoio para dialogar com os bancos federais e verificar a possibilidade de renegociar os débitos em condições mais favoráveis. Segundo ele, o estado tem cerca de R$ 26 bilhões em dívidas com instituições financeiras e quer reduzir o custo dos juros.

A operação em análise prevê substituir dívidas antigas, contratadas em condições mais onerosas, por novos financiamentos com custos menores. Como os débitos atuais têm garantia da União, a operação não exigiria nova garantia do Tesouro Nacional. Durigan afirmou que pretende conversar com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, para avaliar o espaço das instituições.

A situação do Rio no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) também foi discutida. O programa permite refinanciar dívidas com a União por até 360 meses, com redução de encargos, mediante contrapartidas. O Rio aderiu ao Propag neste ano e deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), no qual estava desde 2022. Com a adesão, a dívida com a União caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.

Couto afirmou que a intenção é entregar o estado ao próximo governo com contas equilibradas. Para participar do Propag, o Rio comprometeu-se a reduzir em 20% a dívida com a União. Parte dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) permanecerá com o governo federal até 2048. O acordo prevê ainda que o estado aplique 1% do saldo devedor em educação, infraestrutura e segurança.

Segundo dados do governo federal, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio não quitadas desde 2016. Após a reunião, Couto não informou se a situação da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, foi discutida. O Grupo Refit é apontado pela Receita Federal como um dos principais devedores contumazes do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões, e é alvo de investigações por suspeitas de sonegação, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

A reestruturação das dívidas bancárias do Rio ainda depende da avaliação do BNDES e do Banco do Brasil sobre a viabilidade financeira da operação.

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