Conselho aprova recuperação extrajudicial da Braskem
O Conselho de Administração da Braskem aprovou o ajuizamento de recuperação extrajudicial. Dívidas no Brasil somam US$ 10,9 bilhões. Entenda o impacto.
Diego Albuquerque · Especialista em finanças para o exterior · 25 de agosto de 2026 · 1 min O Conselho de Administração da Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. A medida, segundo a companhia, busca "assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação" de suas dívidas.
No Brasil, a empresa reconhece dívidas que somam US$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 56 bilhões pelo câmbio da manhã. O processo tem escopo limitado e estritamente financeiro, conforme o diretor financeiro Carlos Augusto Machado Pereira Brandão. Ele assegura que obrigações com fornecedores, clientes e demais stakeholders permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente.
Criada em agosto de 2002, a partir da integração de seis empresas dos grupos Novonor e Mariani, a Braskem opera fábricas no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México, produzindo resinas termoplásticas. O pedido, ainda a ser protocolado, integra um projeto de reestruturação em negociação com credores. Em junho, a companhia já havia pedido proteção financeira judicial, acolhida pela 2ª Vara de Falências de São Paulo, que suspendeu execuções por 60 dias, prazo que terminaria amanhã (25).
Para quem acompanha o setor, a recuperação extrajudicial tende a ser menos invasiva que a judicial. Mas o consumidor final deve observar se a reestruturação afetará preços ou contratos de fornecimento. A conta real: dívida de US$ 10,9 bilhões dividida pela base de credores dá uma ideia do tamanho da negociação. Antes de embarcar em qualquer análise, confira os próximos comunicados da companhia. recuperação judicial de empresas reestruturação de dívidas corporativas