Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026
O Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026, segundo dados do Caged. O saldo reflete recuperação gradual, com destaque para serviços e comércio. Veja análise setorial e regional.
Carlos Eduardo Nunes · Recrutador internacional · 01 de julho de 2026 · 4 min
Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026
O Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026, segundo dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo considera o período de janeiro a maio e reflete um mercado de trabalho em recuperação gradual, com setores específicos puxando a geração de vagas. A seguir, a análise por setor, região e perfil do trabalhador.
Segundo o Ministério do Trabalho, o Brasil acumula abertura de 767 mil novos postos de trabalho em 2026, considerando o saldo entre contratações e demissões de janeiro a maio. O dado é do Caged. Serviços lideram as contratações, seguidas por comércio e construção civil.
Setores que mais contratam em 2026
Serviços: o motor das contratações
O setor de serviços responde por cerca de 60% do saldo positivo de empregos em 2026. Segundo o Caged, foram abertas aproximadamente 460 mil vagas líquidas no segmento, impulsionadas por áreas como tecnologia da informação, saúde e serviços administrativos. Dentro de TI, as posições de desenvolvedor de software e analista de dados lideram as contratações.
Comércio: recuperação após 2025
O comércio registrou saldo de 120 mil novos postos, revertendo parte das perdas observadas em 2025. As vagas se concentram em supermercados, farmácias e lojas de vestuário, com destaque para o e-commerce, que gerou 35 mil vagas líquidas no período.
Construção civil: ritmo moderado
A construção civil abriu 85 mil vagas, abaixo do esperado para o ano, mas ainda relevante. O setor sofre com a alta dos juros, que encarece o crédito imobiliário. As contratações se concentram em obras de infraestrutura pública e reformas residenciais.
Indústria: estabilidade
A indústria de transformação registrou saldo praticamente estável, com apenas 15 mil novas vagas. O setor enfrenta concorrência externa e custos elevados de energia. As exceções são os segmentos de alimentos e bebidas, que contrataram 8 mil trabalhadores.
Distribuição regional dos empregos
Sudeste concentra metade das vagas
A região Sudeste responde por 52% do saldo nacional, com 399 mil novos postos. São Paulo lidera com 220 mil vagas, seguido por Minas Gerais (95 mil) e Rio de Janeiro (55 mil). A concentração reflete a densidade econômica, mas também expõe desigualdades regionais.
Nordeste: crescimento acima da média
O Nordeste surpreendeu com 180 mil novas vagas, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. Bahia e Pernambuco puxam o resultado, com destaque para serviços e turismo.
Sul, Centro-Oeste e Norte
A região Sul abriu 110 mil vagas, com destaque para o agronegócio no Paraná. O Centro-Oeste registrou 55 mil postos, puxados pelo Distrito Federal e Goiás. O Norte fechou com 23 mil vagas, reflexo da economia menos diversificada.
Perfil do trabalhador contratado
Faixa etária e escolaridade
Os jovens entre 18 e 29 anos respondem por 45% das contratações líquidas. Trabalhadores com ensino médio completo representam 60% dos novos postos. Já os com ensino superior completo ocupam 25% das vagas, concentradas em serviços especializados (Caged, perfil do trabalhador, mai/2026).
Gênero e raça
As mulheres ocuparam 48% das novas vagas, ligeiramente abaixo da participação masculina. Pessoas autodeclaradas pretas ou pardas representam 52% das contratações, indicador que acompanha a composição da força de trabalho.
Comparação com anos anteriores
O saldo de 767 mil vagas em cinco meses de 2026 supera o mesmo período de 2025, quando foram abertas 710 mil vagas. Em 2024, o número foi de 650 mil. A tendência é de aceleração moderada, mas o ritmo ainda é inferior ao de 2023, quando o país vivia o pico pós-pandemia (Caged, séries históricas).
O que esperar para o restante de 2026
Projeções do Ministério do Trabalho indicam que o saldo anual pode chegar a 1,5 milhão de vagas, caso o ritmo se mantenha. No entanto, fatores como a taxa Selic elevada e a desaceleração da economia global podem frear as contratações no segundo semestre projeções de emprego 2026.
Perguntas Frequentes
O que é o Caged?
O Caged é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, base de dados oficial do Ministério do Trabalho que registra admissões e demissões formais no Brasil.
Os dados incluem trabalho informal?
Não. O Caged capta apenas empregos com carteira assinada. Trabalhadores informais, autônomos e MEIs não são contabilizados.
Qual setor mais contratou em 2026?
Serviços, com 460 mil vagas líquidas, seguido por comércio (120 mil) e construção civil (85 mil).
A região Sudeste concentra quantas vagas?
52% do saldo nacional, com 399 mil novos postos de trabalho.
Quantas vagas foram abertas para jovens?
45% das contratações líquidas foram de trabalhadores entre 18 e 29 anos.
O saldo de 2026 é maior que o de 2025?
Sim. Em 2025, o saldo de janeiro a maio foi de 710 mil vagas. Em 2026, são 767 mil.
O que pode afetar as contratações no segundo semestre?
A alta da Selic e a desaceleração da economia global são os principais riscos apontados por analistas.