# IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026: análise

> O IBGE projeta safra recorde de 347,4 milhões de toneladas para 2026, com destaque para soja e milho. A estimativa considera área plantada e produtividade, mas alerta para riscos climáticos e logísticos que podem impactar o resultado final.

*Estágio no Exterior · Vagas e Oportunidades · 14 de julho de 2026 · Diego Albuquerque*

O IBGE projeta safra recorde de 347,4 milhões de toneladas para 2026, com destaque para soja e milho. A estimativa considera área plantada e produtividade, mas alerta para riscos climáticos e logísticos. Confira os números oficiais e as perspectivas para o campo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a estimativa de safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026. O número, que consta no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, representa um aumento de 5,2% em relação à safra de 2025. A projeção considera a área plantada total de 78,9 milhões de hectares e as condições climáticas até o momento, mas o próprio instituto ressalta que o número pode ser revisado conforme o ciclo avança.

O IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026, com destaque para soja e milho, que respondem por mais de 83% do total. Para a soja, a estimativa é de 165,2 milhões de toneladas, um recorde histórico, impulsionado pelo aumento de 3,1% na área plantada e pela produtividade média de 3.580 kg/ha. O milho, por sua vez, deve alcançar 123,8 milhões de toneladas, com crescimento de 6,8% sobre o ciclo anterior, puxado pela safrinha.

## A composição da safra recorde

A safra de 347,4 milhões de toneladas é a maior já registrada pelo IBGE desde o início da série histórica do LSPA, em 2003. Três culturas concentram o grosso da produção: soja (47,5%), milho (35,6%) e cana-de-açúcar (5,8%). As lavouras de algodão, arroz e feijão completam o pacote, com volumes menores, mas igualmente relevantes para o abastecimento interno.

### Soja: o carro-chefe

A soja deve colher 165,2 milhões de toneladas, segundo o IBGE. O número representa alta de 4,3% sobre 2025. A área plantada cresceu para 46,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade subiu 1,2%, puxada por condições climáticas favoráveis no Centro-Oeste. O Mato Grosso segue como maior produtor, com 46,8 milhões de toneladas.

### Milho: segunda safra em alta

O milho total deve atingir 123,8 milhões de toneladas. A primeira safra contribui com 28,4 milhões, e a segunda (safrinha) com 95,4 milhões. A safrinha, plantada após a soja, cresceu 8,2% em área, refletindo o bom momento do mercado de grãos. O Paraná e o Mato Grosso do Sul lideram a produção.

### Cana-de-açúcar e outras culturas

A cana-de-açúcar deve produzir 20,1 milhões de toneladas, volume 1,5% menor que 2025, em razão da estiagem em São Paulo. O algodão (em caroço) deve somar 8,4 milhões de toneladas, com aumento de 3,7% na área. O arroz, com 11,2 milhões de toneladas, mantém estabilidade, enquanto o feijão deve recuar 2,1%, para 3,3 milhões de toneladas, afetado pela redução de área no Nordeste.

## Riscos e incertezas

O IBGE alerta que a projeção de 347,4 milhões de toneladas ainda está sujeita a revisões. O principal fator de risco é o clima: o fenômeno La Niña, previsto para o segundo semestre de 2026, pode reduzir as chuvas no Sul e aumentar a seca no Nordeste. Além disso, os custos de produção seguem elevados, o preço dos fertilizantes subiu 12% no primeiro trimestre, segundo dados do Cepea.

Outro ponto de atenção é a logística. Com a safra recorde, o escoamento pelos portos do Arco Norte (Santos, Paranaguá, Itaqui) pode enfrentar gargalos. O governo federal anunciou investimentos de R$ 2,3 bilhões em ferrovias e terminais, mas as obras não devem ficar prontas antes de 2027.

## O que esperar para o mercado

A safra de 347,4 milhões de toneladas deve pressionar os preços das commodities para baixo, beneficiando consumidores, mas apertando a margem do produtor. A soja, por exemplo, pode cair para US$ 12,50 o bushel no mercado internacional, contra US$ 14,00 em 2025. Já o milho deve se manter estável, com demanda firme de ração animal e etanol.

Para o produtor, a recomendação é travar preços com contratos futuros e diversificar culturas. O seguro rural, que cobriu 12% da área plantada em 2025, pode ser uma ferramenta para mitigar perdas climáticas.

## Perguntas Frequentes

### O IBGE revisa a previsão de safra ao longo do ano?

Sim. O LSPA é atualizado mensalmente, com novas estimativas de área, produtividade e produção. A primeira previsão de 2026 foi divulgada em janeiro, e a de maio já incorpora dados de plantio e clima.

### Qual cultura mais cresce na safra 2026?

O milho segunda safra (safrinha) apresenta o maior crescimento percentual, com alta de 8,2% na área plantada. Em volume, a soja lidera, com aumento de 4,3%.

### A safra de 2026 é a maior da história?

Sim. Os 347,4 milhões de toneladas superam o recorde anterior de 2025, que foi de 330,2 milhões. O crescimento é puxado por área e produtividade.

### Quais estados mais produzem?

Mato Grosso lidera em soja e milho, seguido por Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul. Para cana, São Paulo e Minas Gerais são os maiores.

### Como o clima afeta a previsão?

O La Niña pode reduzir chuvas no Sul e no Nordeste, afetando milho e feijão. O IBGE considera cenários climáticos médios, mas revisões são comuns.

safra recorde de grãos no Brasil como funciona o LSPA do IBGE

---

Fonte (canonical): https://estagionoexterior.com.br/vagas-e-oportunidades/ibge-preve-safra-3474-milhoes-toneladas-2026/
