# Brasil fecha junho com saldo positivo de 145.161 empregos, diz Caged

> O Novo Caged registrou saldo positivo de 145.161 empregos formais no Brasil em junho. O resultado decorreu de 2.220.131 admissões contra 2.074.970 desligamentos. O setor de Serviços liderou a criação de postos com 74.514 vagas, e a região Sudeste concentrou a maior parte dos novos empregos.

*Estágio no Exterior · Vagas e Oportunidades · 29 de julho de 2026 · Diego Albuquerque*

O Brasil fechou junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Caged divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado veio de 2.220.131 admissões contra 2.074.970 desligamentos. Serviços liderou com 74.514 postos, e a região Sudeste

O Brasil fechou junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado veio de 2.220.131 admissões contra 2.074.970 desligamentos. O estoque de empregos formais no mês passado foi de 48.032.308, o que representa uma variação de 0,30% em relação ao mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.

## Como o saldo de empregos é calculado?

O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões. Quando as admissões superam os desligamentos, o saldo é positivo. Em junho, o número de contratações (2.220.131) foi 145.161 maior que o de demissões (2.074.970). Esse saldo, porém, representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas.

## Quais setores geraram mais vagas em junho?

Todos os cinco grandes agrupamentos da economia apresentaram resultado positivo em junho. O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos, seguido pela Agropecuária com 22.898 vagas. O Comércio registrou 19.177, a Construção Civil ficou com 14.136 postos, e a Indústria fechou com 4.438 vagas.

## Regiões e estados que mais empregaram

A região Sudeste veio na frente na geração de empregos com 70.383 postos, um incremento de 0,29% em relação a maio. O Nordeste registrou 34.433 postos (0,43%), o Centro-Oeste 19.617 postos (0,46%), o Sul 10.453 postos (0,12%) e o Norte 9.633 postos (0,40%).

Entre os estados, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com 20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas. Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá, que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos, e Mato Grosso, com 8.258 postos.

Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo, que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas; Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos, e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.

## Quem foi contratado em junho?

Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações, e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas, e o de 30 anos ou mais, 6.724.

Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176 postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e a preta, saldo de 20.199 postos.

## Salário médio de admissão subiu

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90 no salário médio de admissão.

## Por que o saldo de junho foi menor que o de 2025?

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, credita a queda no número de vagas à política de juros do Banco Central (BC), que contrai a economia. O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros básica da economia, a Selic. A autoridade monetária, em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que ficou em 14,25% ao ano.

"Isso é o comportamento da economia desacelerando e você tem como evidente a contradição dos juros", avalia Marinho.

O ministro também creditou os números ao tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos produtos brasileiros e aos conflitos internacionais.

"São números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, levando em consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e principalmente as guerras deram uma mexida no humor do petróleo global", acrescentou Marinho.

## O que esperar do mercado de trabalho nos próximos meses?

Com a Selic ainda em 14,25% ao ano, a economia tende a desacelerar, o que pode pressionar a geração de empregos nos próximos meses. O saldo acumulado de 942.854 vagas nos últimos 12 meses mostra que o mercado ainda está aquecido, mas em ritmo menor que no ano passado. Fique de olho nos próximos dados do Caged para acompanhar a tendência. como funciona a taxa selic

## Perguntas Frequentes

### O que é o Novo Caged?

É o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que mede a diferença entre contratações e demissões de empregos formais.

### Quantos empregos foram criados em junho de 2026?

Foram 145.161 vagas com carteira assinada, resultado de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos.

### Qual setor gerou mais empregos em junho?

O setor de Serviços, com 74.514 postos, seguido pela Agropecuária (22.898), Comércio (19.177), Construção Civil (14.136) e Indústria (4.438).

### Qual foi o salário médio de admissão em junho?

O salário médio real foi de R$ 2.404,34, um aumento de R$ 16,90 em relação a maio.

### Por que o saldo de junho foi menor que o de 2025?

O ministro Luiz Marinho atribui a queda à política de juros do Banco Central, ao tarifaço dos EUA e aos conflitos internacionais.

### Quantos estados tiveram saldo positivo?

25 estados tiveram saldo positivo. São Paulo liderou em números absolutos com 34.981 postos.

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Fonte (canonical): https://estagionoexterior.com.br/vagas-e-oportunidades/brasil-fecha-mes-junho-saldo-positivo-145161-empregos/
