# Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho: análise completa

> A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. Exportações recordes de commodities impulsionaram o desempenho, com destaque para petróleo e minério de ferro. O resultado superou as expectativas do mercado e reforça a tendência de saldo positivo no comércio exterior brasileiro.

*Estágio no Exterior · Vagas e Oportunidades · 03 de julho de 2026 · Diego Albuquerque*

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. O número foi impulsionado por exportações recordes de commodities e pela queda nas importações de combustíveis.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, o maior valor para o mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi puxado por exportações recordes de commodities agrícolas e minerais, combinadas com a redução nas importações de combustíveis e fertilizantes.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, o maior valor para o mês desde o início da série histórica. O resultado foi puxado por exportações recordes de commodities agrícolas e minerais, combinadas com a redução nas importações de combustíveis e fertilizantes.

## Exportações disparam e puxam o superávit

As exportações brasileiras somaram US$ 31,2 bilhões em junho, alta de 12,4% na comparação com o mesmo mês de 2025. O crescimento foi liderado pelo setor agropecuário, com destaque para soja, milho e carnes.

A soja, principal produto da pauta exportadora nacional, respondeu por US$ 4,8 bilhões do total embarcado no mês. O volume exportado cresceu 18,7% ante junho de 2025, impulsionado pela colheita recorde da safra 2025/2026.

Já as exportações de minério de ferro atingiram US$ 3,2 bilhões, alta de 9,1% no mesmo período. A China, principal compradora do produto brasileiro, manteve o ritmo de aquisições, sustentando os preços internacionais em patamares elevados.

### Setor de carnes também contribui

O segmento de carnes (bovina, suína e de frango) exportou US$ 2,1 bilhões em junho, recorde histórico para o mês. O volume embarcado cresceu 15,3%, puxado pela demanda asiática, especialmente da China e do Japão.

## Importações em queda: combustíveis e fertilizantes

As importações brasileiras totalizaram US$ 21,4 bilhões em junho, recuo de 5,7% na comparação anual. A queda foi puxada pela redução nas compras de combustíveis (-22,3%) e fertilizantes (-14,1%).

A redução nas importações de combustíveis reflete a maior produção nacional de petróleo e derivados. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção de petróleo no Brasil cresceu 8,2% no primeiro semestre, reduzindo a dependência externa produção de petróleo no Brasil 2026.

Já os fertilizantes, que tiveram queda nas importações, foram impactados pela safra recorde de grãos, que aumentou a oferta interna de subprodutos utilizados na adubação.

## Saldo comercial acumulado no ano

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a balança comercial registra superávit de US$ 42,5 bilhões, 11,3% superior ao mesmo período de 2025. O resultado é o melhor para o período desde 2023.

A corrente de comércio (soma de exportações e importações) atingiu US$ 315,6 bilhões nos seis primeiros meses do ano, alta de 4,8% ante o mesmo período de 2025. O crescimento foi puxado pelo aumento das exportações, que superaram a desaceleração das importações.

## Perspectivas para o segundo semestre

As projeções do mercado para o segundo semestre indicam manutenção do superávit, mas em ritmo menos intenso. A expectativa de desaceleração da economia global pode reduzir a demanda por commodities, enquanto a recuperação das importações de bens de capital deve aquecer as compras externas.

O Banco Central, em seu Relatório Focus de junho, estima superávit de US$ 75 bilhões para o fechamento de 2026, próximo ao recorde de 2024.

Para quem acompanha o comércio exterior, o cenário atual exige atenção: se as exportações mantiverem o ritmo, o superávit pode superar as projeções. Mas se a economia global desacelerar mais que o previsto, o saldo pode encolher.

## Impacto no câmbio e nas contas públicas

O superávit comercial contribui para a valorização do real frente ao dólar. Em junho, a moeda brasileira acumulou alta de 3,2%, cotada a R$ 4,85. O movimento foi impulsionado pelo ingresso de divisas das exportações.

Nas contas públicas, o resultado positivo da balança comercial reduz a necessidade de financiamento externo e fortalece as reservas internacionais, que encerraram junho em US$ 365 bilhões.

## O que esperar dos próximos meses

O MDIC projeta que as exportações de soja e milho devem perder fôlego a partir de agosto, com o fim da safra de verão. Em contrapartida, as exportações de cana-de-açúcar e café devem ganhar tração no segundo semestre, sustentando o superávit.

No lado das importações, a expectativa é de retomada gradual, especialmente de máquinas e equipamentos, à medida que a indústria nacional se prepara para novos investimentos.

Perguntas Frequentes

### Qual foi o superávit da balança comercial em junho de 2026?

Foi de US$ 9,8 bilhões, o maior valor para o mês desde o início da série histórica.

### Quais produtos mais contribuíram para o superávit?

Soja (US$ 4,8 bilhões), minério de ferro (US$ 3,2 bilhões) e carnes (US$ 2,1 bilhões) foram os principais destaques.

### As importações caíram em junho?

Sim, as importações somaram US$ 21,4 bilhões, queda de 5,7% ante junho de 2025, puxada por combustíveis e fertilizantes.

### Qual a projeção de superávit para 2026?

O Banco Central estima superávit de US$ 75 bilhões para o fechamento do ano.

### Como o superávit afeta o câmbio?

O ingresso de divisas das exportações valoriza o real. Em junho, a moeda brasileira subiu 3,2%, cotada a R$ 4,85.

---

Fonte (canonical): https://estagionoexterior.com.br/vagas-e-oportunidades/balanca-comercial-tem-superavit-us-98-bilhoes-junho/
