# Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

> O dólar comercial encerrou a semana a R$ 5,196, com alta de 0,62%, após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizar postura monetária mais rígida. O Ibovespa subiu 0,30%, registrando o oitavo avanço consecutivo. A moeda norte-americana refletiu o tom conservador do Fed, enquanto o mercado acionário brasileiro manteve trajetória positiva.

*Estágio no Exterior · Carreira · 31 de agosto de 2026 · Larissa Coutinho*

Dólar comercial encerrou a semana a R$ 5,196, alta de 0,62%, após sinalização mais dura do presidente do Fed, Kevin Warsh. Ibovespa subiu 0,30%, oitava alta seguida.

O dólar comercial voltou a se aproximar de R$ 5,20 nesta sexta-feira (28), fechando a semana a R$ 5,196, com alta de 0,62%. O movimento veio após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, adotar tom mais duro sobre a inflação dos Estados Unidos em seu primeiro discurso no simpósio de Jackson Hole.

A moeda abriu em queda, a R$ 5,1581, mas ganhou força durante a manhã, atingindo a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,06%. No ano, ainda registra queda de 5,34%.

Warsh afirmou que o Fed ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente, que desconsidera alimentos, energia e hipotecas, esteja retornando de forma clara e rápida à meta de 2%. A sinalização elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e fortaleceu apostas de alta de juros em setembro. O título de dois anos chegou a 4,35%. O índice DXY subia 0,57%, aos 99,668 pontos.

No Brasil, o Caged mostrou criação de 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras. O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, para 13,75%. A Selic está em 14% ao ano, enquanto os juros dos EUA estão entre 3,50% e 3,75%.

O Ibovespa fechou em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos, a oitava alta consecutiva. Na semana, subiu 2,71%; em agosto, cai 1,31%; no ano, sobe 9,02%. A B3 registrou entrada líquida de R$ 1,3 bilhão de estrangeiros nos quatro pregões anteriores, mas o fluxo de agosto segue negativo em R$ 18,7 bilhões. impacto da Selic no câmbio

Em Nova York, as bolsas caíram: Dow Jones -0,02%, S&P 500 -0,25%, Nasdaq -0,52%. A alta dos rendimentos dos títulos reduziu o apetite por risco. como o Fed influencia o dólar

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