# Bandeira tarifária continuará amarela em agosto, diz Aneel

> Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela para agosto de 2025, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos no Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão marca o quarto mês consecutivo de bandeira amarela, causada pelo período seco e pela maior operação de termelétricas.

*Estágio no Exterior · Carreira · 02 de agosto de 2026 · Fernanda Pacheco*

A bandeira tarifária continuará amarela em agosto, informou a Aneel. O acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh será mantido para todos os consumidores do SIN. É o quarto mês seguido com a bandeira amarela, reflexo do período seco e do maior uso de termelétricas.

## Bandeira tarifária continuará amarela em agosto, confirma Aneel

A bandeira tarifária continuará amarela em agosto, informou nesta sexta-feira (31) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz será mantido para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

É o quarto mês com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção se deve ao período seco no Brasil, que reduz a geração hidrelétrica por causa do menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

## Por que a bandeira tarifária permanece amarela?

A decisão da Aneel reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país. Em comunicado, a agência esclarece: "A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado".

Na prática, quando chove menos, os reservatórios ficam mais baixos. As hidrelétricas, que normalmente são a fonte mais barata, perdem força. Para garantir o atendimento à demanda, o sistema precisa ligar termelétricas, que geram energia a um custo maior. Esse custo extra é repassado ao consumidor por meio da bandeira.

## Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias?

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, nos estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). É o ONS que define a melhor estratégia de geração para atender a demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

As cores são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

## O que muda na conta de luz em agosto?

Para o consumidor, a manutenção da bandeira amarela significa que o valor extra de R$ 1,88 por 100 kWh continua valendo. Quem consome 200 kWh por mês, por exemplo, paga R$ 3,76 a mais. Já um consumo de 300 kWh gera um acréscimo de R$ 5,64.

Vale lembrar que esse valor se soma ao custo normal da energia e aos impostos. A bandeira é apenas um dos componentes da conta, mas é o que mais varia de um mês para o outro, dependendo das condições de geração.

## Histórico recente da bandeira amarela

Esta é a quarta vez consecutiva que a bandeira amarela é aplicada. A sequência começou em maio e se mantém em junho, julho e agora agosto. O padrão reflete a estiagem que atinge várias regiões do país.

Para quem acompanha o noticiário de energia, a repetição da bandeira amarela não chega a surpreender. Em anos anteriores, períodos de seca prolongada levaram a bandeiras vermelhas, com acréscimos ainda maiores. A diferença agora é que o sistema conseguiu evitar o patamar mais alto, mantendo o custo extra em um nível intermediário.

## O que esperar para os próximos meses?

A definição da bandeira de setembro dependerá das chuvas e do nível dos reservatórios nas próximas semanas. Se o período seco persistir, é possível que a bandeira amarela continue. Se houver recuperação dos reservatórios, a tendência é voltar à bandeira verde, sem acréscimo.

Especialistas em energia costumam dizer que o consumidor deve se preparar para contas mais altas em períodos de seca. A dica é acompanhar os anúncios mensais da Aneel e, se possível, ajustar o consumo nos horários de pico.

## Perguntas Frequentes

### O que é a bandeira tarifária?

É um sistema criado em 2015 pela Aneel que indica, por cores, o custo variável da geração de energia elétrica. A bandeira verde significa que não há acréscimo; a amarela e a vermelha adicionam um valor a cada 100 kWh consumidos.

### Quanto custa a bandeira amarela em agosto?

O acréscimo é de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, mantido para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional.

### Por que a bandeira está amarela há quatro meses?

Por causa do período seco no Brasil, que reduz a geração hidrelétrica e aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas, com custo mais elevado.

### Quem define a cor da bandeira?

A Aneel define a cor, com base na previsão de custos feita pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia mensalmente as condições de geração.

### A bandeira amarela vale para todos os consumidores?

Sim, todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) estão sujeitos ao acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh.

### Quando a bandeira pode voltar a ser verde?

Depende das condições de geração nos próximos meses. Se os reservatórios se recuperarem com as chuvas, a Aneel pode retornar à bandeira verde, sem acréscimo na conta.

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Fonte (canonical): https://estagionoexterior.com.br/carreira/bandeira-tarifaria-continuara-amarela-agosto/
